Eis um assunto que está direto nas notícias ultimamente: a censura de conteúdo enforçada pela China em seus usuários de Internet. O Google e a Microsoft estão cooperando com o governo chinês, mas parece que ambos estão fazendo isso com muita má vontade:
O Google está sendo criticado por violar o “Do no Evil” que a companhia protegia, cooperando com o governo chinês e censurando o resultado das buscas. Foi então que descobriram que, se os termos fossem digitados incorretamente, o filtro não iria funcionar. Tudo bem até aí, só que o filtro pára de funcionar se você muda a capitalização da palavra — ou seja, o programador que fez o filtro no Google fez ele com muito desgosto pra deixar um bug tão simples passar.
Já a Microsoft foi criticada por censurar um blog no MSN Spaces. De acordo com as notícias que rolaram, a Microsoft teria mudado sua política de censura depois que os próprios funcionários da empresa reclamaram da decisão. Tenho certeza que essa é uma das poucas notícias onde você pode ver o Slashdot dizendo que a Microsoft colocou uma bola dentro.
É verdade que a Microsoft prometeu bloquear o acesso do país aos blogs ‘ofensivos’, mas sabe-se que muitos internautas chineses utilizam proxies localizados fora do país para acessar esse tipo de conteúdo. Então, o simples fato de deixar o conteúdo permanecer na web é melhor do que removê-lo completamente.
Você também pode ver como muita gente comenta que a constituição chinesa garante liberdade de expressão. Mas liberdade de expressão não é uma coisa que simplesmente pode ser garantida pela constituição. O povo tem que querer. E isso vale para qualquer coisa, não é?