Com a associação das gravadores norte-americanas (RIAA) processando gente morta e meninas de 10 anos nos Estados Unidos, não é por menos que tem muitos por aí que não gostam dela. É claro que os problemas não são só os processos, mas sim o fato de que eles não conseguem provar que as pessoas que estão sendo processadas realmente fizeram algo ilegal. É difícil identificar criminosos na web, mesmo quando eles não tentam se esconder.

Com a crença de que a única causa da diminuição de vendas é a pirataria e que todo mundo deve ser um malvado pirata, a RIAA processou dezenas de pessoas. Antes de colocar as pessoas na frente do juiz, eles ofereceram um “acordo”: caso a pessoa pague, não será processada.

É claro que nos Estados Unidos nem todo mundo paga e muita gente leva o caso adiante. Na maioria das vezes em que isto aconteceu, a coisa não foi muito boa para a RIAA. Afinal, se a pessoa não ficou satisfeita com o “acordo” proposto, certamente ela confia que não fez nada de errado e quer ganhar.

Os advogados da RIAA sabem que não há provas para processar estas pessoas. Mas eles testam as leis da probabilidade acreditando que a maioria das pessoas estão baixando músicas da Internet e que vão conseguir o acordo ou ganhar o processo. Mas o que acontece se alguém lembra estes advogados que eles têm responsabilidade sobre os processos que iniciam?

Eles colocam o rabo entre as pernas e encerram o caso, claro. O que mais se pode fazer quando os fatos são jogados em sua cara?

Só posso dizer que o advogado que escreveu a carta enviada defendendo os Merchant deve ser um geek, porque ele citou criptografia WEP, botnets “Wintel” e até a empresa contratada pela RIAA para identificar os “possíveis piratas”. Ele citou leis estaduais e federais que diziam que os advogados precisam ter feito pelo menos alguma investigação para ter certeza que o cliente dele estava realmente ferindo alguma lei. E ameaçou processar de volta a RIAA e também a firma de advogados contratada pela RIAA por iniciar um processo sem evidência válida alguma.

Ele sabia do que estava falando.

O The Inquirer definiu o advogado como “o advogado do inferno“. Não é por menos: com um e-mail, fez a RIAA, gigante formada pelas 4 maiores gravadoras do mundo, desistir do processo. É uma façanha única.

Posted Friday, March 30th, 2007 at 4:53
Filed Under Category: Internet, Música
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