Já faz algum tempo que eu queria sair do Windows 2000. No ano passado eu observei por algum tempo as notas sobre o ciclo de vida dos sistemas Microsoft e descobri que o suporte ao Windows 2000 acabaria em 2010.

Era tempo o suficiente, pensei. Tempo o suficiente para aprender a usar o Linux.

Uso Windows há um bom tempo e aprendi muitas coisas na plataforma. E quanto mais dependente você fica de certas coisas numa plataforma, mais difícil é aprender as coisas em outra. E daí, quando você vai pular de uma plataforma para outra, você tenta buscar nela tudo que você faz na atual, quando o correto seria tentar achar recursos que esta plataforma nova tem que lhe serão tão úteis quanto os que você tem na atual.

Minha principal ferramenta diária é o navegador. É com ele que leio notícias, RSS, escrevo o conteúdo que vai ao ar e, no caso do Opera, e-mail. Ele me serviu muito bem durante um bom tempo, mas a falta de certos recursos e a sensação de “tenho que esperar pelo pessoal da Opera Software” foram, ao longo do tempo, se agravando.

Uniu-se então o desejo de sair do Windows 2000 com o desejo de sair do Opera, com os 2 anos sem formatação que minha máquina já estava, pois era hora de fazer backup dos meus arquivos de qualquer forma.

Fiz as malas. Fui pra terra dos pingüins. Estou escrevendo este post no Ubuntu 7.04 “Feisty Fawn”.

As malas — ou melhor, a preparação — se deu na forma de uma breve mudança de navegador e de cliente de e-mail, que afinal eram minhas principais ferramentas. Encontrei algumas extensões básicas (Flashblock e Tab Mix para o Firefox, Folderpane para o Thunderbird) e achei que estava pronto para mudar tudo.

Há algum tempo possuía o Ubuntu Dapper Drake LTS em uma máquina virtual para aprender algumas coisas e consegui finalmente deixar de lado uma impressora Lexmark que não funcionava de jeito algum no Linux, por uma HP Officejet 4355 que funcionou perfeitamente — inclusive scanner.

O Ubuntu reconheceu todo meu hardware (rede, som, vídeo) automagicamente. E é verdade que, exatamente por isso, o Ubuntu não permite que o utilizador consiga muitos conhecimentos sobre o funcionamento do sistema em si, mas isto não é uma prioridade no momento. Também é verdade que ele não é tão otimizado quanto um Gentoo.

Mas por estas terras eu ainda sou um estrangeiro. De jeito algum me sinto “em casa”. Tive que deixar minha área de trabalho semelhante ao que eu usava no Windows:

Screenshot Windows

Ubuntu Feisty Fawn

Mas antes dessa história com final feliz, tive experiências com o Linux em 2001 (com Conectiva e Slackware) que não foram tão felizes. O uso de um “winmodem” não facilitou em nada. Há dois anos tentei instalar o Gentoo sem sucesso (kernel panic) e o mesmo ocorreu no ano passado em uma máquina virtual.

Espero que desta vez os pingüins não me tirem daqui abaixo de pedras. Se a recepção inicial serve de base para o futuro, então creio que será uma estadia muito tranqüila.

Posted Friday, June 15th, 2007 at 6:56
Filed Under Category: Geek, Linux
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Responses to “Na Terra dos Pingüins”

usuario

Eu gostaria de saber qual o programa que eu uso pra fazer o scanner funcionar, pq a impressora funciona, mas não vi o software pra ajustar as propriedades do scanner. hp officejet 4355 all in one

Altieres Rohr

Eu gostaria de saber qual o programa que eu uso pra fazer o scanner funcionar, pq a impressora funciona, mas não vi o software pra ajustar as propriedades do scanner. hp officejet 4355 all in one

Você precisa utilizar algum programa compatível com SANE, por exemplo o XSane.